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Edemar Cid Ferreira nasceu sob a influência das artes. Sua mãe adorava música clássica e tinha a pintura como hobby. Ela transmitiu ao filho a paixão por esse universo artístico. Já o amor pelo colecionismo foi herança do avô materno, que presenteou Edemar, então com nove anos, com uma coleção de papéis-moeda brasileiros. Depois disso, não parou mais. Adquiriu outras coleções e aumentou seu acervo. Passou a comprar quadros e esculturas de amigos e artistas menos conhecidos, principalmente daqueles que trabalhavam no Embu das Artes. Também comprou peças em viagens pela Europa, Oceania e Estados Unidos. Na década de 1980, já contava com um acervo tão grande que seu apartamento na região dos Jardins havia se transformado numa verdadeira galeria. Já naquela época, Edemar não apenas possuía muitas obras como tinha o domínio sobre história da arte. Havia se tornado um grande conhecedor do assunto, além de um destacado empresário financeiro, e por isso conquistou o cargo de presidente da Fundação Bienal de São Paulo, em 1993, realizando duas edições da Bienal Internacional, em 1994 e 1996. Foi o início de seu apogeu, que se desdobrou em várias realizações e parcerias, registradas em mais de 70 catálogos. Para uma melhor visualização, as realizações culturais das instituições presididas por Edemar Cid Ferreira foram divididas em sete tópicos: Bienais, Mostra do Redescobrimento, Desdobramento da Mostra do Redescobrimento, Instituto Cultural Banco Santos, BrasilConnects no Brasil, BrasilConnects no Mundo e Banco Santos como Patrocinador. |