|
A Residência da Família Cid
Ferreira
" O DOMICÍLIO É A FORTALEZA DO INDIVÍDUO "
RUI BARBOSA (1849-1923)
A
família Cid Ferreira comprou a casa da Rua Gália, número 120, em 1986, bem
antes, portanto, da existência do Banco Santos. Era uma casa ampla, com mil
metros quadrados de área construída e cerca de três mil metros quadrados de
terreno. Foi a primeira casa do Jardim Everest, feita pelo então proprietário
daquele loteamento.
A casa foi reformada e ampliada em 1987 e lá se construiu uma quadra de tênis,
sauna e salão de jogos, preservando-se a piscina. Desde sua infância, Edemar
coleciona obras de arte e em sua casa está até hoje a representação desta
paixão.
Quando mudou-se para a Rua Gália, com sua esposa e filhos, Edemar trouxe parte
da sua coleção de quadros, esculturas, móveis antigos, biblioteca e documentos
históricos. A casa foi fotografada por inúmeras revistas e livros de decoração.
Vale ver as fotos de 1989 que ilustram o livro de Ugo di Pace (“Interiores Ugo
di Pace”, editora G&A Editorial, 2001) e a revista Ventura, de 1992.
Em 1999, foram adquiridos três terrenos ao redor da residência original para
expansão, que atualmente constituem aproximadamente 60% do imóvel. Durante 2002
e 2003, foram adquiridas outras propriedades, dando-se continuidade ao projeto
de construção de uma nova residência, em substituição à que já havia no local,
onde viviam Edemar, Márcia e seus três filhos.
A empresa Método Engenharia e o arquiteto Ruy Ohtake foram contratados para a
execução do projeto. A construção envolveu a demolição da antiga residência e a
construção de uma nova casa. A obra teve início em 2002 e foi finalizada em
2004.
A nova residência é, sem sombra de dúvidas, uma construção de excelência, feita
com materiais de primeira qualidade e estrutura de construções projetadas por
esse arquiteto brasileiro de renome internacional. Trata-se de uma nova e
contemporânea arquitetura brasileira. Foi, também, construída para receber
visitantes estrangeiros que passavam rapidamente pelo país e vinham para as
exposições organizadas por Edemar ou que vinham a convite da família Cid
Ferreira.
As especulações a respeito da casa e de seu importante acervo dão-se por conta
de sua opulência e representatividade no cenário paulistano. A casa é o
domicílio da família Cid Ferreira e, portanto, seu bem de família.
A residência da família Cid Ferreira já era, antes da fundação do Banco Santos, uma importante construção que abrigava a coleção pessoal de arte de Edemar.
|