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| Oriundo da classe média, o economista Edemar Cid Ferreira
nasceu em 1943, na cidade de Santos. Durante seu curso
secundário, primeiro no Colégio Santista, dos Irmãos Maristas, e
depois no Colégio Canadá, público, Edemar participou ativamente
da política estudantil. Também nessa época já promovia cursos
culturais e incentivava as artes plásticas e o teatro no Centro
dos Estudantes de Santos. Um dos exemplos marcantes desse
período foi a convivência que teve com Patrícia Galvão, que o
apresentou e recomendou Plínio Marcos. Foi assim, com a estreita
colaboração de Edemar, que a primeira peça do teatrólogo Plínio
Marcos, a Barrela, foi levada à cena. Edemar ajudou não somente
na produção como participou como ator, tendo Plínio Marcos
também como ator, além de diretor. A peça após somente duas
apresentações foi censurada, muito antes do regime militar.
Em 1963 foi aprovado no concurso do Banco do Brasil. Em 1965 ganhou uma bolsa de estudos da GATT, órgão da ONU, e foi para Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Japão. Ao retornar, continuou suas atividades no Banco do Brasil e, depois de trabalhar por quase seis anos na instituição, deixou-a. Comprou a carta patente de uma corretora e montou em 1969 a Santos Corretora de Câmbio e Valores, em homenagem à sua cidade. Naqueles primeiros anos, sua especialidade era também o câmbio de moedas estrangeiras, particularmente as resultantes de operações de exportação de café, além de assessorar empresas dispostas a instalarem-se nas regiões Norte e Nordeste do País, em busca de incentivos fiscais. Durante essas viagens, conheceu a filha do então senador maranhense Alexandre Costa, Márcia Costa, com quem se casou. Enquanto trabalhava no mundo das finanças, Edemar também colecionava obras de arte, adquirindo conhecimento e prestígio nessa área, que o levaram a ser convidado a fundar o cargo de vice-presidente dos Patronos do Teatro Municipal, em 1990, a ocupá-lo juntamente com José Ermírio de Morais. Em 1993 assume a presidência d a Fundação Bienal. Após realizar duas edições de sucesso da Bienal, em 1998, montou a Associação Brasil 500 Anos para comemorar o aniversário do descobrimento do Brasil. Montou e realizou por meio desta empresa em 2000 a mais completa exposição sobre a cultura brasileira, a Mostra do Redescobrimento, por ocasião das comemorações Brasil 500 Anos. Neste mesmo ano, fundou a BrasilConnects, especializada na organização de grandes eventos culturais, e trouxe para o Brasil mega-eventos como as exposições Os Guerreiros de Xi'an, Arte Russa, Picasso, Parade, entre outras. Em 2003, Edemar foi homenageado como Personalidade de Vendas do Ano, pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), por ter “implementado conceitos modernos de administração, que proporcionaram ao Banco Santos e às empresas do grupo um crescimento ímpar”, conforme consta no site da entidade (www.advbfbm.org.br), que há mais de 40 anos vem homenageando personalidades como Victor Civita (1965), Abílio Diniz (1971), Roberto Marinho (1986) e Luiz Fernando Furlan (1999). No mesmo ano de 2003, Edemar foi o destaque na revista Isto É, na categoria Cultura, por divulgar o patrimônio cultural do País e recebeu a Medalha Tiradentes da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro pelos serviços que prestara nas áreas do desenvolvimento econômico, da cultura e aproximação entre os povos. Edemar sempre teve reconhecimento pelo trabalho que desenvolveu ao longo de sua carreira, tanto no mercado financeiro quanto no de artes, ocupando cargos e desempenhando funções em diversas entidades institucionais, entre os quais estão os de Oficial do Quadro do Conselho da Ordem do Mérito Naval, Ordem do Exército Brasileiro; Conselheiro da Sociedade Amigos do Museu da Casa Brasileira; membro do Conselho Diretor da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban); membro do Fórum de Líderes da Gazeta Mercantil; Conselheiro do Hospital do Câncer; membro do Conselho de Administração da Fundação Bienal; membro Correspondente da Academia Maranhense de Letras; Conselheiro da Fundação Bienal de São Paulo; membro do Comitê Internacional do Museu de Arte Decorativa do Louvre em Paris; membro do Conselho da Fundação Anchieta da TV Cultura de São Paulo; Chevalier de Artes e de Letras da França; Medalha Simon Bolívar do Governo da Colômbia; Medalha conferida pelo Itamarati – Ministério das Relação Exteriores no grau de comendador; medalha Joaquim Nabuco da Fundação de mesmo nome de Pernambuco; dentre outras colocações. |
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